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Do Coreto ao Palco Móvel: Como as Festas Populares se Reinventaram nos Últimos 25 Anos

As festas #populares são o "habitat natural" da música ao vivo em Portugal e, nos últimos 25 anos, passaram por uma metamorfose profunda — desde a forma como são organizadas, as logísticas e estruturas.


Um coreto e um palco móvel

Do Coreto ao Palco Móvel: O Que Mudou nas Festas Populares em 25 Anos?


Se há 25 anos alguém dissesse que uma festa de #aldeia teria ecrãs gigantes de alta definição e que o cartaz seria anunciado via "story" no Instagram, provavelmente ninguém acreditaria. Para nós, que vivemos a estrada, é fascinante observar como a tradição não morreu — ela apenas se adapatou, atualizou, profissionalizou e ganhou um novo fôlego.


Banda em palco
Grupo Cordosom em 2012

A Revolução Tecnológica


Nos anos 2000, o cenário era simples: um palco de madeira, muitas vezes o próprio #coreto, galeras de tratores, camiões e luzes que aqueciam mais do que iluminavam e um som que, com sorte, chegava à última fila da praça.


Hoje: A produção técnica de uma festa popular rivaliza com grandes festivais. O uso de sistemas de som line-array e iluminação robótica tornou-se a norma. Segundo estudos sobre a evolução da tecnologia de eventos, a qualidade técnica é agora um fator decisivo para a #credibilidade de uma Comissão de Festas.


O impacto na banda: O público tornou-se mais exigente. Já não basta "tocar", é preciso oferecer um #espetáculo visual imersivo.


Do Cartaz no Poste ao Viral no TikTok


Antigamente, o sucesso de uma #festa media-se pelo número de cartazes colados nos postes de eletricidade da região.


A mudança: A divulgação passou a ser digital. Hoje, o sucesso de uma #romaria começa meses antes nas redes sociais. Artistas como Pedro Mafama — que funde a eletrónica com o baile tradicional — provam que a música popular ganhou uma nova "frescura" visual e digital, atraindo um público muito mais jovem que consome estas tradições de forma irónica e, simultaneamente, genuína.


Credibilidade: Dados recentes apontam que a #comunicação digital é o principal motor de afluência a eventos.


Músicos a atuar em palco
Grupo Cordosom em agosto de 2017

O "Novo Pimba" e a Mistura de Géneros


Há 25 anos, havia uma separação clara: ou era folclore, ou era "música de baile" (o chamado #Pimba).


O que mudou: Houve uma gentrificação positiva do género. Artistas #contemporâneos e programas de televisão (como o "Somos Portugal", "Domingão", entre outros, ajudaram a elevar o estatuto da música popular. Hoje, bandas de rock, artistas de pop e DJs partilham o mesmo palco que os ranchos folclóricos.


A Antropologia da Festa: Estudos científicos sobre identidade cultural em Portugal mostram que a festa continua a ser o grande agregador #social, mas agora com uma "playlist" muito mais eclética que reflete a globalização.


Fabrico de palco móvel
Construção de palco móvel, Cordosom, 2019

Profissionalização das Comissões de Festas!?


As Comissões de Festas deixaram de ser "apenas grupos de amigos" para se tornarem autênticas gestoras de #eventos.


Gestão e Orçamentos: O rigor #logístico aumentou. Há agora uma preocupação com a segurança, licenciamentos e até sustentabilidade (copos reutilizáveis, gestão de resíduos), algo impensável há duas décadas.


Turismo: As festas deixaram de ser apenas para os "locais". Tornaram-se produtos #turísticos que atraem estrangeiros em busca da "autenticidade portuguesa".



O sinónimo da atração turística, Cordosom 2025

O Público: De Espectador a Protagonista


Antigamente, o público ia para ver. Hoje, o público vai para participar e partilhar. O telemóvel no ar durante a #música mais conhecida da banda é o novo aplauso. A experiência da festa é agora mediada pela câmara, transformando cada espectador num promotor do evento em tempo real. (Mas não se esqueçam de viver a festa 😀)


E Como o Cordosom Acompanhou as Mudanças?


Para nós, enquanto banda, esta evolução das festas populares não foi apenas um pano de fundo; foi um motor para a nossa própria #reinvenção. Há 25 anos, (neste momento contamos 27 anos de existência) o público esperava um alinhamento previsível, com os clássicos do momento e algumas versões bem conhecidas. Hoje, a dinâmica é outra.


O que antes era um desfile de êxitos generalistas deu lugar a uma setlist mais estratégica. Aprendemos a equilibrar os temas intemporais com arranjos modernos, por vezes incorporando batidas eletrónicas ou fusões de géneros que há duas décadas seriam impensáveis em festas de aldeia. O objetivo é manter a energia da pista, mas também surpreender e mostrar a nossa #identidade musical.


Com a omnipresença dos #telemóveis, a barreira entre palco e público diminuiu. Não é raro vermos pedidos de músicas a chegar pelas redes sociais ou até mesmo desafios lançados pelo público que tentamos integrar. A festa tornou-se mais interativa, e o nosso espetáculo, mais flexível.


Conclusão: A Essência Mantém-se 😌


Elementos do grupo Cordosom em palco.
Cordosom 2025

Apesar dos LEDs, do Wi-Fi e do marketing digital, o que não mudou foi a fome de encontro. O cheiro da sardinha, a bifana no pão e aquela #energia única que só se sente quando o sol se põe e a banda sobe ao palco continuam lá. Mudaram os meios, mas a alma da festa portuguesa — essa vontade de celebrar a vida em comunidade — permanece intacta.


Seguimos com a nossa assinatura; humildade, paixão e dedicação!


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